Tuesday, June 19, 2007
Monday, June 11, 2007
Frustração
Não perguntou se a queria nem se ficava bem. Necessitava de fazer sentido? Chama-se frustração! O nome só por si é frustrante, não diz nada, não precisa de dizer, não tem de ter nexo, não precisa de um motivo. É porque é, assim tem de ser...
Tuesday, June 05, 2007
1 ano e 3 meses depois
Espero ajudar alguém com o que aqui vos deixo...
Na altura entitulei o documento "Renascer" porque foi isso que me aconteceu:
Este é como está a ser o meu percurso para deixar de fumar. As imagens do dia são as metáforas que não me saem da cabeça o dia todo e que me facilitam a descrição das dores que sinto
Dia 0:
Por volta das 3h da tarde peguei naquele que seria o meu último cigarro. Fumei pela última vez a pensar na quantidade de situações desagradáveis que aquele vício pode ter influenciado na minha vida.
Por volta das 18h vem a primeira vontade, reconheço que tenho dinheiro e o quiosque está a um piso de distância.
Cerca das 20h estou à espera no corredor do shopping e vejo pessoas a passar a quem poderia pedir mas não peço.
Dia 1:
Primeiro dia do mês, primeiro dia de trabalho sem um vício que durou 13 anos (pouco mais de metade da minha vida).
Chego à empresa ciente que basta descer a rua para comprar um maço. Sei que o único fumador da minha sala (só já éramos 2) está de férias. Ninguém me vai poder dar um cigarro a menos que vá à outra sala mas eu não quero ir.
Para já só sinto a vontade.
À hora do almoço saio depois dos outros, quando me sento à espera sei que iria fumar um cigarro. Alguém tece o comentário de que já nem pus o maço na mesa para não tentar os outros que deixaram de fumar.
Depois do almoço forço-me a tomar o meu café, tem de ser possível tomá-lo sem fumar um cigarro.
Quando volto ao trabalho, começo a sentir dores… estômago, pulmões…
Ao final do dia as dores de estômago já são lancinantes… Fico na dúvida se conseguirei ir directamente para casa. Já não sentia aquelas dores aos anos e sabia que não passavam com nada…
Imagem do dia: um desejo enorme que alguém me agarre os pulsos.
Nunca pensei que estivesse viciada, nunca pensei que o tabaco fosse um veneno igual a qualquer droga cuja ressaca provoca dores horríveis, achei sempre que podia parar quando o desejasse e que a única coisa que teria de vencer seria uma vontade de fumar, não umas dores que dão vontade de chorar…
Se estou arrependida? Sim, estou arrependida de ter começado!
Estou chateada porque em vez de dizerem só que o tabaco faz mal deviam falar também dos efeitos do veneno em termos de dependência do organismo.
Dia 2:
A manhã é sempre a parte melhor do dia. Vou cheia de vontade, não custa nada… Mas há horas críticas no meu vício… Ao aproximarem-se as 10h, hora a que normalmente fumava o último cigarro antes das 12h, vem uma ansiedade que queima os pulmões.
Antes das 11h já estou a comer as bolachas do meio da manhã (fui fazendo esta refeição gradualmente mais cedo).
A tarde é o desespero. Sinto desde um calor insuportável a um frio de tremer visivelmente. Felizmente fui bebendo uma garrafa de 1,5l de água desde as 15 às 18h
Fui ao shopping e aguentei-me no meio de três fumadores parados. Mas no fim já estava a ficar demasiado incomodada para continuar ali.
À noite as dores de cabeça juntam-se às festividades.
Imagem do dia: Alguém me está a esfregar o estômago num chão de cimento duro e rugoso.
Dia 3:
Dia de ansiedade para ir passar o fim-de-semana fora. Stress para o tempo passar, stress para chegar a casa, stress para apanhar táxi, stress para comprar bilhete e me lembrar que não vou fumar nenhum cigarro… Pouco antes do comboio partir instala-se um senhor no lugar atrás do meu que "transpirava" tabaco por todo o lado e não parava de tossir.
Sempre que vejo alguém a fumar não fico com vontade de o fazer também mas penso sempre: "Nem imaginas as dores horríveis que se podem sentir por causa desse cigarro!"
Resultado: uma hora a sentir o cheiro de cigarro, o que resultou numa nova crise de estômago, de tal forma forte que ao chegar ao destino demoro cerca de uma hora a sossegar ligeiramente.
A coisa mais horrível que senti foi uma "faca" a espertar-se no lado direito do peito, foi tão forte que me saltaram logo as lágrimas e por instantes pensei que estava a ter um ataque de qualquer coisa.
Foi uma noite muito complicada em termos de dores…
Imagem do dia: um punhal que é cravado continuamente no peito, de vez em quando desliza um pouco para baixo e outro que é arrastado rasgando constantemente o estômago...
Dia 4:
Relativamente pacífico. As dores não foram demasiado complicadas, a dor de ansiedade, aquele peso horrível nos pulmões abrandou bastante só comecei a ficar afectada depois do jantar.
Tive de esperar e em situações de espera… Comecei a stressar à toa e isso reflectiu-se numa ansiedade angustiante e exagerada que desencadeou as dores de novo. Acabei por discutir, ciente de que não estava chateada com a pessoa com quem discuti mas sim porque aquela ansiedade estava-me a puxar para baixo e era derivada meramente pela falta do tabaco. Que vício cruel! Estava a desesperar, porque estava a ouvir coisas que não eram a resposta às minhas palavras (não ao que eu queria dizer pelo menos), a dor aumentava e eu sabia uma forma de a terminar que implicava desistir e deitar o meu esforço a perder.
Foi a situação mais complicada porque passei pois desde a adolescência que sempre tive o mesmo refúgio para situações de pressão!
Imagem do dia: Um aspirador permanentemente ligado a sugar o ar ao longo das vias respiratórias.
Dia 5:
A constatação de estar despistada… Deixo as coisas que preciso em casa :(
Dia 6:
Primeira vez que um fumador sai para fumar e fica bastante tempo a cheirar a tabaco. Hoje estou com uma sensação de peso enorme, um poço de ar, no peito. Estou com a zona abdominal toda contraída. Uma chama estende-se desde a garganta até ao estômago.
De cada vez que ele volta a entrar depois de fumar o seu cigarro, fico mais e mais stressada. Neste momento a minha cabeça recusa-se a portar-se como gente e dói… Estou com dores desde os pulmões, ao coração, ao estômago, ao abdómen. Estou a morrer de calor :(
Imagem do dia: O puto das duas facas prendeu facas à volta de uma roda de hamster e está a dar chicotadas ao bichinho para que ele corra mais depressa (o puto de duas facas aloja-se no meu abdómen quando estou com o período e anda para ali todo contente e espetá-las)
Hoje há uma segunda imagem: calhau gigante alojado no peito (é óbvio que não há espaço onde o alojar e a sua superfície não é lisa)
Acordei com pesadelos…
O meu estômago estava em chamas.
O que é bom é ter aquela pessoa com quem podemos desabafar e que acaba por nos distrair das nossas dores…
Obrigada :)
Dia 7:
Pela primeira vez já acordei completamente ressacada. Estava encharcada em suor e cansada pelo que presumo que não tenha dormido nada de jeito.
O meu corpo está em dor constante e arde todo por dentro.
Imagem do dia: tenho o corpo todo rasgado e as feridas estão constantemente a rasgar sem se abrirem de vez…
Já me esqueci do fumador, pelo menos já não fico tão incomodada. Fico mais perturbada se me chateiam ou se me correm as coisas mal, sobretudo se me esqueço das coisas.
Apesar de não estar preocupada com ele vir a cheirar estou toda desfeita hoje. As dores são do pior mas já me conformei que as vou sentir mais uns tempos e que ainda podem piorar… Assim já não desespero tanto. Agora o dia até é mais fácil que a noite, pois já me voltei a concentrar mais no trabalho, já não estou sob pressão, pelo menos tão grande. O sofrimento está cá todo mas não me apetece estar a pensar nisso, há mais coisas para fazer.
Combinei sair com um amigo que fuma (bastante) esta semana. Não vou desesperar, avisei-o porque normalmente quando um não tem tabaco fuma do do outro e eu já estava a imaginar ele a oferecer… Se me vir muito aflita não vou desesperar simplesmente ou aguento ou explico-lhe e vamos embora.
Brilhante! Estou furiosa, estou com tonturas, fui até à sala de reuniões buscar água, estava a ver que caía para o lado pelo caminho, voltei para o meu lugar comecei a desesperar apeteceu-me desatar a chorar e agora depois de um descafeinado (vem com montes de açúcar) continuo com a cabeça nas nuvens e mal me sinto. Grrr, daqui a pouco tenho de ir embora e tenho mesmo de sair a horas para levantar uma encomenda!
Ficaste decepcionado comigo e eu fiquei a sentir o corpo a derreter-se como lava, a cabeça tombada e a alma lavada em sangue…
A sensação de dizzy (ou tonta) acompanhou-me até há hora de ir dormir. Com o passar da noite, por saber que alguém estava chateado comigo, fui ficando cada vez mais infeliz.
Quando fui para a cama sentia-me incrivelmente só, triste, frustrada e muito zangada comigo mesma por ter fraquejado. O que vale é que há uma pessoa que me consegue sempre acalmar e acabei por adormecer tranquila e esqueci o ataque de parvoíce que me tinha dado.
Dia 8:
Ando a ser perseguida pelo médico, mais propriamente andam-me a pressionar para ir ao médico. Mas eu continuo sem ver "the point" até porque hoje um colega disse-me que ontem achou que a tontura que eu tive era normal por ter deixado de fumar. Então! Se já sei que todas as coisas parvas que estou a sentir são causadas por ter deixado não vou ao médico fazer nada…
Hoje, finalmente a terapia de falar com alguém que também deixou, afinal até ajuda a sentir-me um pouco melhor porque ao menos alguém está a perceber exactamente do que é que estou a falar e dá para me sentir um bocadinho menos sozinha.
Estou desde a hora do almoço a sentir um formigueiro na língua (coisa mais estranha) e enquanto conversava fiquei com a sensação de que me estava a doer a garganta (deve ter sido psicológico).
Imagem do dia: Um calhau enterrado em cada olho, um taco de basebol a acertar-me alternadamente nas omoplatas e na cabeça. Um puto ranhoso a pontapear-me no abdómen.
Levei o carro à inspecção, pela primeira vez :) Foi mesmo fixe e só devo ter estado lá meia hora.
Hoje foi um bom dia. Estive animada, estou animada.
Dia 9:
Foi um dia fácil, era suposto sair mas deixaram-me pendurada.
O meu problema: ando muito cansada, estes dias têm-me esgotado e como à noite quero falar com quem mais gosto (a única coisa que me vai aquecendo a alma) acabo por não dormir tudo, mas antes isso e feliz do que dormir e viver em modo automático.
Dia 10:
Tive mais uma tontura valente no trabalho, desta vez como já sabia do que se tratava consegui manter a calma e ninguém se apercebeu. Tomei o descafeinado (que tem montes de açúcar) consegui voltar a trabalhar normalmente. O problema foi quando estava a regressar a casa, já na auto-estrada (o que me valeu foi que o trânsito estava praticamente parado) tive nova tontura que durou o caminho todo. Estava ao telefone e por isso tinha alguém para ir falando comigo enquanto eu tentava manter a calma. Consegui chegar a casa e depois fiquei um bocado sentada no carro. Lanchei qualquer coisa a ver se recuperava. A minha irmã foi-me buscar para irmos passar o fim-de-semana e a viagem foi uma tortura porque me fez sentir zonza o tempo todo. Ainda por cima a dada altura comecei a sentir umas dores de cabeça horríveis. Tive de tomar qualquer coisa antes de ir dormir para ver se melhorava.
Dia 11:
Recuperada da tontura do dia anterior passei o dia bastante bem excepto que à hora de jantar deu-me uma dor de estômago horrível que já não sabia onde haveria de me enfiar. Tomei um chá de hipericão e aquilo lá passou. Apercebi-me que todos os dias chego ao final extremamente cansada, como é que num sábado fui sentir a mesma coisa? Para não falar que tenho sempre dores de costas incómodas todos os dias, mas estar cansada num sábado em que quase não fiz nada deixa-me baralhada.
Agora (que já estou enfiada na cama) estou com uma dor de cabeça horrível mas sei que quando adormecer tudo vai passar. Este fim-de-semana fui surpreendida com as dores que pensava que estavam a abrandar bastante nos últimos dia. Espero mesmo que a partir do dia 15 isto comece a melhorar…
Esse vai ser o dia do meu primeiro evento social, vou ter jantar de família. É claro que com os meus afilhados e irmãos vai dar asneira e eu vou tratar de beber uns copos, espero que nem me passe pela cabeça fumar nenhum cigarro. Não vou fumar nada! Shame on you que volta e meia deixas de acreditar em mim!
Só me saiem cuecas
Tuesday, May 29, 2007
Secaman, o pior filme do ano
As atitudes do Secaman são as mais parvas que se possam imaginar. Eu fico sem palavras para vos mostrar o ridículo da coisa. Recomendo vivamente que fiquem em casa.
Como anda o mundo!!!
Powered by Inspecção de Qualidade
Não é o acidente que me faz escrever este post mas sim o poste :D. Vou ser mais elucidativa. O poste contra o qual embati era um tubo em ferro, oco, com cerca de 15 cm de diâmetro. Eu deixei-o dobrado num ângulo de cerca de 30º. Como sou pequena, o pé embateu com força no acelerador conforme choquei com o poste, daí as dores no osso e não conseguir andar.
Podia descrever-vos o maravilhoso tratamento dado no Hospital, a não sei quantos quilómetros do acidente pois as urgências da localidade tinham sido fechadas. Mais uma das magníficas decisões do nosso querido Governo. Até podia contar-vos a história do bombeiro que quase teve de fazer um parto naquele mesmo trajecto, sem conhecimentos médicos. Podia comentar que a ambulância apesar de ser do INEM não tinha um único médico ou enfermeiro mas os bombeiros foram muito simpáticos, desinfectando uma ferida em sangue com soro fisiológico!
Podia falar-vos da maravilhosa médica ortopedista frustrada, que deve ter falta de sexo e sabe-se lá mais do quê, que não quis ver a minha perna negra apesar das calças rasgadas, deu-me uma receita mas não me deu instruções de toma e no fim queria ver-me expulsa do corredor das urgências quando eu não me conseguia pôr de pé sozinha quanto mais andar.
Não vos vou descrever a cara do farmacêutico quando me disse que a receita indicava as caixas maiores dos medicamentos e ainda mais pasmo ficou quando lhe disse que a médica não me tinha informado quando deveria parar com a medicação.
O que vos vou contar é que graças àquele poste uma outra jovem partiu as costelas, porque não teve a minha sorte e embateu no volante, outra pessoa ficou presa na rede… e outros acidentes que não me foram relatados aconteceram. E porquê um poste de ferro numa pista de Karts? Já bem chegam os demais perigos inerentes ao desporto. Para quê a rede segura por postes de ferro? Porque uma inspecção achou que o uso de pneus é perigoso, pois caíam sobre os condutores e a direcção do estabelecimento mudou as protecções que haviam antigamente, que eram fofas, não desfaziam pessoas e amorteciam os choques, pelas recomendadas redes seguras por postes de ferro!
Faz-me lembrar as inspecções sanitárias terem proibido a produção de queijo da Serra da Estrela ao relento, nas cabanas de madeira e hoje em dia ninguém sabe qual é o verdadeiro sabor do queijo.
Friday, May 04, 2007
Antero de Quental
Deve ser por isso que há pessoas que não pensam!
As viagens de finalistas…
Prova de como as viagens com eles nem sempre correm bem foram os acontecimentos infelizes das viagens de finalistas (de alunos do 12º ano) que proporcionaram a Loret del Mar esta Páscoa que passou. Se calhar não sou só eu que estou descontente com a dita agência…
Tuesday, April 24, 2007
Thursday, March 15, 2007
Olha para ti e diz-me quem tu vês
Quando se voltarem a distrair, já que têm tanta facilidade em criticar os outros, a minha atitude vai ser:
“Desculpa? Precisas de alguma coisa?”
“Ai não e tal”
“Pois é que estavas a falar sozinho(a)!”
Monday, March 12, 2007
É só mais um dia Mau
Chupismo – um ser que existe porque tem as costas quentes
Hipocrisia – uma pessoa que faz companhia porque tem de ser
Imposição – alguém que só aceita quem pensa como ela
"What the hell am I doing here? I don't belong here!"
Tuesday, March 06, 2007
Um mau feitio saudável
“Esse comentário é completamente desnecessário”
E acabaram-se as chatices!
“Gosto de ser assim e quero ser assim toda a vida!”
Gente com cheiro
Há pessoas com estilo e pessoas com cheiro. Imagine-se entrar numa sala e estar um cheiro que não se pode no interior... Abre-se uma janela e lá acaba por melhorar. Depois de algum tempo alguém entra e o cheiro volta. Descobre-se que o cheiro não é do local mas sim da pessoa, e que cheiro meus caros, daqueles de fazer o estômago dar voltas!
Os dias vão passando e o cheiro acompanha o meu dia-a-dia mesmo à frente do meu nariz. Eu só queria uma janela para poder respirar ar puro, pois arejar a sala não é suficiente para um emanador de mau odor tão potente... Será que posso andar de mola no nariz? Será que posso acidentalmente despejar-lhe um frasco de perfume em cima? (se bem que acho que não iria adiantar, pelo contrário, poderia piorar as coisas)
Com o tempo até me posso habituar ao odor diário mas para além de duvidar que consiga fazê-lo eu não quero que isso aconteça, prefiria mesmo ter o meu narizito são...
Thursday, March 01, 2007
E esta ein?
"A menina é do Porto ou então é de Braga?"
Três táxis que apanhei na mouraria hoje e após a primeira frase que disse uma das duas foi a questão colocada! Mas o que é que tem o meu sotaque carago???
Tuesday, February 27, 2007
Imagem
Não era morrer, nem desaparecer porque se morremos ou desparecemos não podemos voltar e deixamos as pessoas tristes ou só deixamos as pessoas tristes. Estou a falar de sair do mundo, como se houvesse uma brecha no tempo, ninguém dá por nada, estamos ausentes o tempo que necessitamos e depois regressamos no mesmo segundo em que saímos. Como na teoria da relatividade: se fizermos uma viagem pelo espaço a vida na terra continua à mesma velocidade mas para quem viaja o tempo passa muito mais devagar, mas neste caso seria ao contrário, de modo a que quem fica na terra não pudesse notar que nos ausentámos.
BloodyLiLith na Mourolândia
Nestes últimos dois meses a vontade de escrever não tem andado ao rubro porque o trabalho é muito e depois de passar um dia inteiro à frente do PC quem é que quer abrir uma página para escrever no blog?
Mas hoje é o meu primeiro dia na capital e já há um episódio digno de registo. Não, meus caros, lamento mas não se trata de mais um hilariante episódio da busca do caminho para casa, trabalho ou afins... Não, nem vos vou contar que tive de ir 20 vezes à recepção reclamar que a chave do quarto do hotel não funciona tudo porque não a meti e retirei de imediato da fechadura. Nem vos vou falar do hábito irritante que me fez logo lembrar as minhas férias no Brasil, em que os empregados/recepcionistas atendem sempre primeiro os gajos a pensar que por ser gaja não tenho dinheiro (GRRRR, como isso me irrita!). Nada disso. Venho falar-vos de futebol, mais propriamente do Benfica – Paços de Ferreira.
Fomos ver o jogo a um restaurantezito (com ar de tasco, comida de tasco mas os preços esses não têm nada a ver com os de um tasco). Não por mim, que eu nem gosto destas coisas (sou mais de ir ver jogos da Selecção, alguns da Taça UEFA e Champions Leage e pouco mais) mas pelos rapazes, que são todos do Benfica. Estava tudo muito bem, tirando o facto de que quando estou entre benfiquistas gosto sempre de “pegar” um bocadinho. Não sei porquê mas têm aquela tendência para ficarem irritadiços... Estava entre colegas de trabalho, gente boa e pacata por isso sem problemas (com tranquilidade). Fui mandando umas postas, sempre em tom jocoso mas nada de ofensivo, só as boquinhas banais, quando o Paços de Ferreira (a capital do móvel) marcou golo o meu cérebro demorou 2/3 segundos a processar a imagem e a enviar a resposta: “aquele golo foi marcado por um jovem de camisola amarela”. Reacção instantânea, a boca sem deixar o cérebro enviar o resto da informação, “GOOLO DO PAÇOS DE FERREIRA!” num tom entre o incrédula e o satisfeita. Ao que um restaurante inteiro ficou de boca aberta a olhar para mim, depois de fecharem a boca fui trocidada por vários pares de olhos (senão os de toda a gente) cheios de ódio. Mais uma vez não processei logo aquela imagem de pessoas cheias de raiva, estava a rir e a olhar para os colegas na brincadeira, pelo que eles me informaram que a minha sorte era o jogo não ser com o Porto senão sairia dali de maca! Oh, que desilusão! Eu já estava a começar a dar o benefício da dúvida aos lisboetas e afinal ainda têm reacções piores do que teriam se aquilo tivesse acontecido no Porto ao contrário...
Tuesday, February 06, 2007
TVi em grande
No fim-de-semana numa das notícias? da TVi revelaram que pactuaram com uma notícia falsa. Uma miúda qualquer que supostamente não tinha futuro nenhum conseguiu meter os dedos nos olhos a meio mundo, dizendo que ganhou as Olimpíadas da Matemática e como a TVi é a verdadeira televisão furona foi logo atrás, fazer da rapariga notícia. Durante um ano andaram a entrevistá-la em programas, a falar dela no telejornal. E no final, mais propriamente no passado domingo, tiveram de revelar no telejornal que a rapariga tinha mentido o tempo todo. Esqueceram-se que com esta notícia revelaram que o telejornal que transmitem é de facto uma treta e nada melhor como terem sido vítimas do seu próprio sensacionalismo. Ri-me a bom rir do facto de alguém se ter aproveitado da estupidez do jornalismo barato.
Ai Malato, dás-me cabo do palato!
E afinal o mundo surpreende-nos
O mundo é um balde imundo, cheio de esterco tão odorífero que nos impede de respirar…
O mundo deixa-nos cair dele abaixo sem nos estender uma mão.
O mundo exige-nos a nossa alma, a nossa vida, amor e atenção mas um dia mais tarde é o nosso caixão!
Decidam-se
Baralhados?
Monday, February 05, 2007
Triste
Senhor Martelo
Ai, ai, ai...
Não imaginam o drama, a tragédia que me assolou quando vi que não me restava alternativa alguma senão migrar! Lembrei-me do triste mail da Snowgaze esta manhã, que me dizia que ia acabar com o blog dela porque lhe tinham estragado o template (não é de vez, tenham calma) e hesitei. Deambulei por 2 segundos (talvez três), disse que sim mas não deu, voltei a dizer que sim e voltou a não dar. Tremi... Tive calafrios... Vi a vida passar diante dos meus olhos incrédula pelo assédio! Afinal faltava colocar um visto na checkbox a aceitar os termos. E lê-los para quê, não há outros… Ou migro ou adeus Escandaleiras. E migrei a medo. A primeira coisa que fiz foi olhar para o meu blog em busca das consequências nefastas… Aparentemente estava tudo bem. Que bom, até o sitemeter estava no mesmo sítio, o fiel amigo que me diz que o post sobre a minha viagem ao Brasil patrocinada pela Sporjovem continua a ser lido pelas agências de viagens :S Mas, lá estava um problema. Mínimo mas um problema para eu resolver. Todos os caracteres especiais dos meus links mal formatados! A raiva, mais suspiro, que durou 2 segundos e lá vou ter de perder 2 minutos a por tudo como dantes… Menos mal :P
Monday, January 08, 2007
Aventuras do Ano Novo
Ai não era para aqui???
A primeira aventura de me perder começou logo no caminho para Coimbra, que eu não gosto de perder tempo. Ora bem, as minhas indicações eram fazer o IP3 e sair em Coimbra Norte, o resto do caminho seria igual a quando vinha do Porto. Lá vou eu toda contente, numa estrada que é uma seca tamanha, acompanhada pelo nevoeiro de quando em quando, uns poucos nabos e poucas zonas de ultrapassagem. Toca a ultrapassar sempre que possível, cumprir os limites de velocidade (9 Km acima da velocidade máxima), essas coisas. Um carro de polícia no meio do trânsito que ultrapasso, ultrapassa-me mais à frente e volto a ultrapassar. A dada altura chego a uma zona de ultrapassagem e por 2 segundos hesito se hei-de ultrapassar o lento da frente. Quando tomo a decisão esses 2 segundos resultam em pisar o traço contínuo, o carro da polícia algures atrás. O pânico invade-me. Não retomo a faixa senão é mais uma transgressão; não abrando porque estou dentro do limite de velocidade e posso perfeitamente continuar a ultrapassar… em último caso posso sempre explicar os 2 segundos de hesitação, não foi uma coisa assim tão grave! Tanta ponderação não me permite reparar que há um abrandamento na faixa da direita. É a minha saída que deixo passar e vejo-me entrar em Auto-estrada!
Merda! Merda! O que é que eu faço agora? A polícia não vem atrás de mim. Merda, portagem a não sei quantos metros. Figueira pela nacional. Saio da Auto-estrada, avanço. E agora? Inversão de marcha e entro na Auto-estrada no sentido inverso. Sigo em frente até porque mais uns metros e deve aparecer uma rotunda a indicar Coimbra e aí já conheço o caminho? Opto por esta última. A rotunda indica Coimbra e Adémia. Oh! Estou encontrada. Entro na Adémia, passo o caminho de ferro. Caminho de ferro! Merda! Merda! Caminho de ferro já é dentro da Adémia, como é que eu saio daqui? Tento ver o restaurante que lá conheço mas nada. Farmácia de um lado, não sei o quê do outro e ligeiramente mais à frente um tasco. Telefono ao A. que insiste em ir-me buscar. Sim, seria um gesto bonito mas além de eu não saber explicar em que zona da Adémia me encontro ele entrou no Novo Ano com uma gripe de primeira… Eu sou gaja, quando me perco peço informações. Estaciono o carro, e saio para me dirigir ao tasco. Vem um senhor acompanhado de uma senhora, não tenho tempo de avaliar se o aspecto é amigável ou de desconfiar. Pergunto logo se me sabem indicar o caminho. O senhor pergunta para que zona e eu dou o primeiro ponto de referência que conheço à entrada da cidade. Calhou-me um senhor simpático “É um pouco fora do caminho mas siga-me que eu passo por lá!” Fixe! Merda! Merda! Pode ser casal de raptores, assassinos ou ladrões! Não podes ser assim, penso eu, se calhar são só boas pessoas… E lá sou conduzida ao local que reconheço. O caminho era muito fácil. Bastava seguir em frente até à rotunda, seguir a placa para Coimbra, por instinto ir sempre em frente até dar ao local que reconheci.
A segunda aventura de me perder/enganar aconteceu no mesmo dia. Depois de descarregar o carro, toca de me por a caminho da casa do A., caminho que já percorrera n e n vezes mas nunca a conduzir. Oh, isto é fácil, vou por intuição. Pois… até chegar a uma altura e virar antes do tempo na rotunda (esta terra é só rotundas), para ir parar a uma rua desconhecida! Bolas! Bolas! Então onde é que devia ter virado? Fiz inversão de marcha e lá descobri a saída certa.
Isto não é nada de especial, dizem vocês, tirando o pormenor de no dia seguinte ter cometido exactamente o mesmo erro!
A aventura do aparcamento!
Já sabia que à noite seria sempre um pouco mais complicado estacionar à porta de casa mas haveria sempre lugar. Na primeira noite, depois de regressar de casa A., dei a volta ao quarteirão e não encontrei nada. Quando estava a subir a rua vi um lugarzinho mesmo apropriado na esquina, que não tapava o cruzamento, logo atrás de outra viatura. Fiquei toda contente! No dia seguinte fui a casa do A. (foi quando me enganei pela segunda vez na mesma rotunda) e ao regressar não havia lugares. Mas não me atrapalhei pois o meu lugarzito do costume lá estava pronto a receber-me. Estacionei atrás de um Punto prata e pronto. Estava muito contente, começava a gostar daquele lugar simpático, sempre pronto a acolher-me em última instância.
Na manhã seguinte quando chego ao carro tenho um bilhetinho escrito a computador a dizer qualquer coisa como “Tive de apanhar um táxi para ir trabalhar. Para a próxima… M. E.”
Chiça! Eu pensava que era só no Porto que havia gente implicativa! Darem-se ao trabalho de escrever o bilhetinho a computador? Era porque não estava assim tão atrasada a senhora! C’um caraças! Tirava daqui um camião! Ainda pensei em deixar um bilhetinho no Punto cinzento prata a dizer “Se voltar a ter dificuldades telefone-me que eu venho cá tirar-lhe o carro! 9xxxxxxxx” mas contive-me.
Quando cheguei a casa ao final da tarde o meu lugar da esquina estava disponível mas só para não me chatear estacionei entre dois carros, para provar a mim mesma que o carro depois saía.
Quando as minhas irmãs chegaram contei-lhes a história, indignada. Na esquina? “Mas aí é proibido estacionar, é uma garagem!” A sério? Perguntei incrédula, a mim parecera-me uma porta de acesso ao prédio! Que sorte tive de não me rebocarem o carro… Vou ter de pensar duas vezes antes de proferir impropérios…
Sunday, December 31, 2006
Hold it, HOLD IT!!!
Enfermeira - Olhe desculpe, isso não é um bracito?
Grávida - Ai não, não, são as novas saias da moda!
E - A senhora vai-me desculpar mas está um bebé debaixo dos lençóis.
G - Não, é apenas o boneco com que durmo desde pequena.
E - Minha senhora o seu filho já nasceu!
Ex-G - Oh senhora enfermeira, tome lá uma nota de 500 euritos e não diga nada a ninguém até ao dia 1!
Ano Novo...
No Porto vivi durante 7 anos, sempre quis viver cá e há-de sempre ser uma cidade de eleição! Mas a vida pede uma mudança e como menina desobediente que sou, desta vez concedo-lhe o desejo, só para que a excepção possa confirmar a regra.
À família e ao namorado agradeço a paciência, que devia estar a esgotar-se pois já andava a sentir que não podia continuar assim há muito tempo; aos meus amigos agradeço as palavras de conforto e a companhia que me fizeram quando precisei; a vocês agradeço as visitas (o sacrifício de lerem o que escrevo) e os comments deixados.
Beijinhos a todos e, daqui a uns posts, até para o ano!
Wednesday, December 20, 2006
Ironia do destino
Gosto de chocolate com chocolate, por exemplo, bolo de chocolate com cobertura de chocolate, recheio de chocolate e coberto por raspas de chocolate. O meu gelado favorito é de chocolate. Mousse para mim só pode ser de chocolate. O meu chocolate preferido é o amargo.
No café onde almoço todos os dias já sabem que como sobremesa se esta for de chocolate. Mas não podem misturar coisas manhosas, nem exagerar num ingrediente diferente que não seja o cacau, nem meter café ao barulho…
Uma vez um colega de trabalho levou umas bolachas que eu costumo comer mas que agora vêm na variante com cobertura de chocolate. Diga-se de passagem que o coitado só comeu uma e eu tive a minha cota parte de culpa (uma grande parte, admito).
Se me oferecerem chocolate eu não vou dizer o “não obrigado” de cortesia, sou mesmo obrigada a aceitar. Isto aconteceu por duas vezes.
O engraçado foi o novo colega ter descoberto a minha fraqueza. Ontem perguntou-me se eu gostava de chocolate americano e eu disse-lhe que não sabia. Hoje trouxe-me uma barra de chocolate! Deu-me o recado que era para mim mas que estava à vontade para dar aos outros. Fiquei toda contente. Obriguei todos na sala a comer um quadradinho, incluindo o estagiário e depois comi os outros todos : P
Se se lembrarem do post este jovem deveria querer distância de mim… Enfim… A gente dá-lhes porrada hoje para eles nos virem dar chocolates amanhã! É um miúdo porreiro!
Tuesday, December 19, 2006
Gargalhadas do dia
Durante a hora do almoço:
Colega – Ah e tal, quando eu estava não sei onde…
Eu (muito angustiada) – Ai Jesus!
Colega (zangado) – Ai Jesus, estás parva?!
Eu (indecisa entre rir e chorar)- Não tem nada a ver com o que estás a dizer, eu é que estou cheia de dores.
Durante o trabalho:
Eu – ATCHIM!
Qualquer colega – Viva!
Eu – Por muitos anos!
E finalmente a melhor história:
Um colega foi comprar uma árvore de Natal à beira da estrada. Estacionou o carro e saiu para dar uma olhada. Depois deu umas voltas para ver se encontrava o vendedor. Aproximou-se de uma roulotte e espreitou para dentro. Não vendo ninguém estava quase a ir-se embora. Nesse instante sai alguém de um belo Mercedez que ali estava estacionado: “O senhor desculpe, quer comprar alguma árvore?”
Comentário do meu no final da história- Para o ano quem vai estar a vender árvores à beira da estrada sou eu!
Rendo-me!
O Natal está aí!
O almoço de Natal da empresa é já esta sexta e depois disso é o Natal mesmo, o da transição de 24 para 25. E então a família vai estar de novo reunida:
- a cozinha vai cheirar a coisas boas o tempo todo;
- os enfeites de Natal vão decorar a casa;
- vai haver muita alegria, risos, conversas intermináveis;
- vamos andar a correr para comprar os últimos presentes;
- vamos preparar a caça ao tesouro;
- vamos andar a correr pela casa;
- toda a gente vai exagerar na comida;
- vamos deitar-nos tarde;
- vamos desesperar pela hora de abrir os presentes;
- os papéis para arrumar;
- ...
As músicas de Natal, o consumismo, as pancadinhas e sorrisos hipócritas, a música pirosa, os pais natais nas varandas e jardins, as decorações exageradas, etc., etc. até me podem enervar mas a casa cheia de vida e estar com a família sabe mesmo bem!
As politiquices do momento
Se o parlamento quer ouvir quem se despediu que o convoque, pois supostamente essa pessoa já não está no exercício das suas funções.
Wednesday, December 06, 2006
Tranquilidade
- Ele a sair de casa, com a chave do carro na mão
"Eu saio de casa com Tranquilidade"
- Ele em campo a treinar o Sporting
"A equipa joga com Traquilidade"
Quando escrevi isto achei estranho que eles não se tivessem lembrado de fazer algo assim antes mas entretanto a Snowgaze disse-me "Acho é que a Tranquilidade mudou de nome há uns anos..."
É uma pena, iam fazer muito sucesso!
Tuesday, December 05, 2006
Pesadelos
Na primeira reunião da manhã apresentámo-nos ao recém-chegado. Quando foi a minha vez de dizer quem eu era e o que fazia, resumi tudo a “Eu sou a pessoa que vos dá nas orelhas quando fazem alguma coisa mal”.
Hoje de tarde, quando o ambiente descontraiu um pouco, com o longo dia de trabalho a chegar ao final, um colega virou-se para o “benjamim” e perguntou-lhe “Ah, tu deves conhecê-la da faculdade não?”. Olhei para o rapaz expectante mas mal vi o sorriso amarelo esclareci logo tudo “Provavelmente até te praxei” Ao que ele respondeu com um tímido sim.
Ontem estava um pouco mal-humorada e tinha ficado a pensar que o rapaz podia ter ficado mal impressionado com a minha personagem, hoje cheguei à conclusão que ele estava habituado a uma versão de mim 30000 vezes pior! Eu até lhe disse que podia perfeitamente admitir que deve ter falado muito mal de mim, para ver se o rapaz lá acalmava.
Quando foi para vir embora calhou-me a mim dar-lhe boleia. Quando o meu colega se ia embora e comentou o facto soltei uma gargalhada estridente e disse para mais infinito “Vou-te praxar!”
Imagino a quantidade de suores frios que devem ter assomado o rapazinho nestes dois dias. Mas com a boleia lá lhe falei do mundo do trabalho e a coisa passou.
Ao comentar este episódio com um amigo meu, que me conhece desde que adquiri a minha bela fama, nos meus tempos áureos de caloira “com tomates”, ele obviamente fartou-se de rir. Os comentários do meu amigo foram do género: “ele a pensar que já estava safo”, “eis que numa manhã de nevoeiro, qual D. Sebastião ela regressa”, “ao menos não és assustadora a conduzir” e finalmente “deve ter tido A sensação de déjà vu”.
Eu compreendo estes comentários. Não fui uma pessoa má, mas fui muito exigente com os meus caloiritos. Eles detestavam-me e os poucos que tiveram a coragem de me conhecer mais tarde admitiram o quanto me tinham odiado e os nomes que me haviam chamado…
Não é difícil perceberem o que ele deve ter sentido. Imaginem alguém de quem vocês sempre tiveram medo, a quem detestaram tanto que desejaram sempre que desaparecesse da vossa vida e quando deixaram de ver essa pessoa ficaram eternamente gratos. E um belo dia arranjam o vosso primeiro emprego. No primeiro dia de trabalho… a pessoa reaparece e quando resume o papel dela na empresa diz: ”Eu sou a pessoa que vos dá nas orelhas quando fazem alguma coisa mal”.
Tenham medo… tenham muito medo!
Thursday, November 30, 2006
It's a beautiful day!
- Está sol.
- Um colega foi ao café gastar o tempo dele para me trazer um maravilhoso pastel de nata
- A semana acaba HOJE
- Logo já vou para Coimbra e vou passar o fim-de-semana na Serra da Estrela e subir ao topo de Portugal :D
Tenho de estar bem disposta: eu e uma colega costumávamos chamar a estes dias QUINTASEXTA!
[1h30 depois]
Também é bonito chegar ao WC e descobrir que a saia ainda veio com a etiqueta. O que vale é que estava por dentro e arrancava-se bem à mão (normalmente tem de se cortar com os dentes).
Enfim...
Ao menos não é preciso fazer de conta que é sexta :D
[Mais tarde ainda]
Estava a ficar com comichão na anca quando que descobri que ao arrancar a etiqueta devo ter deixado entalados os botões extra na saia... Ainda bem que não caíram pelo caminho e mais uma vez esquivei-me de vergonhas...
Wednesday, November 29, 2006
À bruta, mesmo!!!
Tuesday, November 28, 2006
Monday, November 27, 2006
Parlamento
E os demais, que não tinham interesse nenhum naquele assunto, a apanhar a devida seca! Não fiquem a pensar que o assunto em debate tinha interesse, que de facto não tinha, nem julguem que eles estavam a tentar encontrar uma solução sabe-se lá para o quê, porque a conversa foi do género “Ah e tal o Governo tem de dar mais atenção a ISTO”, não se propôs nada. E o que os outros fizeram? Propuseram soluções para que ISTO recebesse a devida atenção? Argumentaram que não se pode dar mais atenção a ISTO neste momento porque AQUILO é mais prioritário e existe AQUELA medida que diz respeito a ISTO? Não, nada disso. Eu pensei que fora das campanhas políticas e do mediatismo das televisões os deputados até trabalhassem mas de facto não fazem nada na mesma. Limitam-se a fazer a chamada oposição: opõem-se uns aos outros, dizem que a Piladomeupartido é maior que a tua e ficam-se por aí. Insultam-se como se estivessem cá fora e não dizem nada de jeito. Até deve haver dias em que trabalham, quando decidem legislar, por exemplo, mas esses dias são muito pouquinhos, porque dá muito trabalho fazer alguma coisa de jeito e pensar em medidas para solucionar problemas que não estejam relacionados com as próximas férias e quanto dinheiro se pretende meter ao bolso…
Thursday, November 23, 2006
Favas com chouriço
- três refeições confeccionadas por mim,
- três refeições confeccionadas pelo AL,
- uma sobremesa que eu vou preparar e que já acordámos serão natas do céu.
Em que é que isto resulta? Ele passa a vida a espicaçar a minha curiosidade por eu desconhecer as suas receitas e eu passo a vida insatisfeita com as que já encontrei. Já lá vão umas quantas horas de pesquisa e acabo sempre cheia de fome e semi-enjoada.
Acabei por ver receitas de entradas, mas quanto a essas já decidi: ou invento ou uso as que eu já conheço. Há um número grande de pratos que desejava confeccionar mas para além de serem complicados e poderem sair mal saem muito caro, ou seja, se ficar uma porcaria não se tenta de novo… Os pratos de peixe são os que mais me seduzem e estou tentada a confeccionar dois. Os pratos de carne estou inclinada para as misturas, parece-me que o efeito final será delicioso.
Mais não posso adiantar porque o AL há-de estar aqui a aparecer e depois fica a saber tanto quanto eu e nestas coisas há que salvaguardar os nossos truques.
Seria muito mais fácil se ele dissesse “Oh, amor dá-me favas com chouriço”, como na canção do José Cid que assim poupava-me a imaginação. E nesta tarefa da pesquisa de pratos eu sinto-me em clara desvantagem pois ele está bem mais habituado do que eu a andar a passear pela net à procura de um prato! Eu tenho um espírito mais a dar para o inventivo. O que não significa que as coisas corram sempre bem. Uma vez inventei um molho de francesinha que eu gostasse e digo-vos ficou uma grande porcaria, estava a ver que morria com aquilo. Para terem uma ideia da mixórdia infeliz, levava ovos e mais não digo…
Ainda tentei cravar umas ideias à Snowgaze mas ela começou a falar de camarão, que pelos vistos conseguiu encontrar na Alemanha e, mais estranho ainda, sabe cozinhá-lo… Para quem não saiba aqui fica a novidade: eu não gosto de camarão. Não gosto de marisco em geral. Só aprecio bivalves (adooooorooooo bivalves).
Este post está a ficar estranho mas entretanto lembrei-me de vos dizer que também não gosto de caviar (aliás até abomino). E desta feita lembrei-me de quando provei caviar pela primeira vez e da vergonha adjacente a esse triste episódio. Foi no casamento da minha mana. Havia uma travessa com tostinhas cobertas com umas bolinhas pretas por cima. Perguntei à minha irmã o que é que era aquilo e ela respondeu:
“Ah, é caviar. É bom. Queres provar?”
“Está bem, dá-me uma dentadinha da tua tosta.”
“Não, não! Tira uma só para ti, vais ver que é bom”
Eu obviamente estava relutante, se eu não gostasse iria ser uma chatice. Mas ela insistiu e convenceu-me. Conforme pus a tosta na boca para a primeira dentada senti o sabor hiper salgado a agredir violentamente as minhas papilas gustativas, um sabor horrível que rapidamente invadiu a minha boca. Fechei-a e com a mão a tapá-la, escapuli-me para a casa-de-banho o mais rapidamente possível para cuspir aquela coisa fora.
Quando regressei mais recomposta, depois de várias bochechadelas com água corrente, toda a gente estava a olhar para mim com ar divertido. Para dizer a verdade, ar de chacota. Foi uma alma caridosa que me contou que alguém tinha perguntado à minha irmã porque é que eu tinha saído da sala tão disparada ao que ela respondeu, sem sequer pensar duas vezes (pelo menos na minha dignidade…): “Ah, foi à casa-de-banho vomitar o caviar!”
Pelo menos o post tirou-me o apetite.
Já agora deixo-vos aqui a letra da grandiosa música, que encontrei no Estórias de meter nojo e outros horrores:
Letra e música – José Cid (1979)
São 7 e meia, amor
Tens de ir trabalhar [Ela]
Acordas-me com um beijo
E um sorriso no olhar
E levantas-me da cama
Depois tiras-me o pijama //BloodyLiLith: tiras-me o pijama,
Faço a barba // mas isto é poético???
E dá na rádio
O Zé Cid a cantar
Apanho o Autocarro
Vou a pensar em ti
Levas os miúdos
Ao jardim infantil
Chego à repartição
Dou um beijo no escrivão //BL: Desculpem lá mas isto é um bocado gay!
E nem toco a secretária
Que é tão boa! //BL: Faz-me lembrar o Nuno, professor de body pump dos
//Caixilhos Ilaminados
(Refrão)
A pouco e pouco se constrói um grande amor
De coisas tão pequenas e banais //BL: mas um amor com quem? O escrivão?
Basta um sorriso //a secretária??? Com as favas???
Um simples olhar
Um modo de amar a dois (bis)
Às 5 e meia em ponto
Telefonas-me a dizer:
Não sei viver sem ti amor
Não sei o que fazer [Ela] //BL: mas que telefonema mais estranho
Faz-me favas com chouriço //BL: sem comentários, meus amigos!!!!
O meu prato favorito
Quando chego para jantar
Quase nem acredito!
Vestiste-te de branco //BL: A minha questão é o que é que vestir de branco
Uma flor nos cabelos //com flor nos cabelos tem de especial
Os miúdos na cama
E acendeste a fogueira
Vou ficar a vida inteira //BL: Mas venham as favas, a flor,
A viver dessa maneira //e já agora o escrivão...
Eu e tu e tu e eu e tu e eu e tu
Refrão
Tuesday, November 21, 2006
Why does my heart?
Se sente um soufflé?
Porque é que a minha alma
Se sente um soufflé?
[…]
Ele não sabe!
Ele não sabe!
[…]
Ainda me lembro da minha irmã comentar que achava esta música gira até ao dia em que descobriu que era composta apenas por duas frases. Mas a música não deixou de fazer sucesso e ainda hoje se pode ouvir.
O ridículo da música não é desvendado pela tradução/adulteração da letra mas pelo simples facto de ter duas frases, sem interesse nenhum!
22 de Novembro
A apple_orange_banana fez-me trabalhar para explicar que música misteriosa é esta de que vos falo neste simples post. Parece que não foi muito boa ideia tê-lo escrito e chego a essa conclusão não só por me ter dado trabalho mas porque definitivamente não diz nada de jeito. Mas sobre isso pode-se falar noutro post qualquer, let's just stick to the point, shall we?
Fui à procura da letra original e encontrei-a aqui, e se querem que vos confesse, fiquei surpresa por uma das frases ser "These open doors" e não "He doesn't know":
Why Does My Heart Feel So Bad?
By Moby
from the album Play
Why does my heart
Feel so bad?
Why does my soul
Feel so bad?
These open doors
Monday, November 20, 2006
No comments...
Sunday, November 19, 2006
O Perfume
A opinião de quem leu o livro é que está bastante bom. Para mim, que não sabia o que me esperava, foi o despertar de todos os sentidos e sentimentos. Pena, angústia, agonia, raiva, revolta... Mas sobretudo pena de alguém que não é um ser humano como os outros, dó de quem é extremamente inocente e não tem forma nenhuma de alcançar a felicidade. Eu não gostei do final, foi o que me meteu mais impressão e esperava algo diferente. Mas aconselho vivamente a verem o filme!
Thursday, November 16, 2006
Vacaria
Nestes dias temos estado apenas as duas em casa. Fui sempre dormir relativamente cedo e o único barulho foi ela que o fez de cada vez que teve de ir à casa-de-banho.
Ontem à noite chegou a enfermeira mais barulhenta, já era um pouco tarde. Também fez barulho às 7h da manhã como vai sendo hábito mas como diminuiu já não me incomoda muito.
Hoje estava eu na cozinha, a vaca mor no quarto e entretanto chegou a que mora no quarto dela que aparentemente não se tinha deixado envenenar pela cascavel. Saíram do quarto juntas e começaram a falar muito alto intencionalmente: “ANDA, VAMOS EMBORA QUE ESTA NOITE VAI HAVER BARULHO!”. Foi assim que fiquei a saber que a outra também ficou atingida pela doença das vacas loucas pois foi ela que proferiu estas desgraçadas palavras.
A vaca mor andou estes dias no sossego pois só estava eu em casa e mal a companheira chega decide vingar-se do barulho que não fui eu que fiz? O que vale é que entretanto chegou a enfermeira silenciosa, aquela que quando a acordam passa-se e vai dar o devido puxão de orelhas ao causador da sua tormenta. Vamos ver quem se lixa esta noite?
Em última instância, depois de já ter visto que com aquele animal não se pode falar, telefono ao senhorio e digo-lhe que temos um caso de internamento em casa e que eu não tenho nada que a aturar, por isso ele que o resolva.
Ela não pode ser boa pessoa. Todas as pessoas que moraram no quarto dela ou se deram bem com ela saíram cá de casa depois de alguns meses. No quarto dela já morou tanta gente… e todas pareciam dar-se bem com ela. Alguma coisa a anormal lhes faz!
Wednesday, November 15, 2006
Movimentos colectivos
Todos falam do euromilhões, uns quantos jogam todas as semanas, outros só jogaram uma vez. Eu nunca joguei, nem quero jogar. Não costumo gastar dinheiro em jogos desse género. Se quiser jogar alguma coisa será um jogo de computador, de tabuleiro, de cartas… ou praticar um qualquer desporto e nunca deitar dinheiro fora.
“Ah e tal e se te saísse?” Não me interessa nada. A pergunta de o que é que faria se ganhasse 267.899 milhões de euros é muito comum. E muitas vezes até quem não joga fica a pensar o que é que faria com tanto dinheiro. Mas eu nem sequer me incomodo com a pergunta. Para já nem sequer tenho bem noção para que serve tanto dinheiro e depois porque não me interessa nada.
“Ai se fosse rico…” Não perco tempo a pensar nessas coisas. Uma coisa é ter mais algum dinheiro que facilitaria algumas coisas outra completamente diferente é ter uma fortuna à qual não se sabe bem o que fazer. E sinceramente essa acho que dispensava.
“Pois mas se jogasses podia-te sair” Há tanta gente que joga, gasta rios de dinheiro e nunca ganhou nada. E outra tanta gente que joga e gasta rios de dinheiro, até ganhou algumas vezes mas nunca cobriu o que gastou quanto mais receber lucros… Não me interessa nada dessas coisas. Faz de conta que sou um dos que joga mas que nunca lhes saiu nada, com a diferença que eu continuo com o dinheiro no bolso.
É como as pancas de investir na bolsa. Por mim podem fazer o que quiserem com o vosso dinheiro mas não contem comigo para alinhar nestas coisas.
“Ah e tal, se me sair dou-te XXX” em que XXX é qualquer coisa de valor considerável mas que continua a não ser muito significativo perante o dinheiro ganho. Para já de todas as pessoas que conheço que disseram coisas dessas nunca ganharam nada…
Estas coisas é como as febres do Natal em Setembro, nunca me vão atingir.
Por falar em Natal, as decorações nalguns shoppings já estão feitas, os hipermercados já estão abertos ao domingo, há blogs que falam das festividades, já há quem pense em comprar prendas, as lojas já começam a ter as enchentes… E eu não sinto falta nenhuma nem sequer penso nisso. Prefiro fazer como todos os anos e ser assaltada pelo pânico de comprar as 320 prendas à última da hora e deixar-me andar pacata até meio de Dezembro enquanto meio mundo anda em burburinho!
P.S.: Segundo golo de Portugal, Ronaldo marca
Jovens sem asas
Senhor NetCabo: Ai ele é assim? Vamos fodê-lo que vamos aumentar a velocidade aos antigos clientes pela primeira vez em anos.
Monday, November 13, 2006
Pay it Forward
Helen Hunt
Haley Joel Osment
Este filme deu ontem no canal 1, para variar a horas razoáveis (pronto, terminou às 00h30).
O conceito é muito simples e fez-me lembrar um post da snowgaze.
Uma criança do 7º ano tem um trabalho de casa que é executar uma acção que faça mudar o mundo e a ideia que o menino tem é de uma cadeia de solidariedade. Cada pessoa deve encontrar 3 pessoas a quem vai fazer um favor. Esse favor não pode ser uma coisa fácil, tem de constituir um desafio para quem o faz e a pessoa a quem o faz não precisa de ser sua conhecida, tem de ser alguém que realmente precise de ajuda. Quem recebe a ajuda não deve retribuir o favor à pessoa que lho fez mas sim a três novas pessoas de modo a que os favores passem em cadeia.
O filme é comovente e o final um pouco dramático mas vale a pena vê-lo e sobretudo pensar no seu conteúdo.
Se fazem forward de e-mails porque é que não hão-de fazer forward de favores? Talvez seja uma forma de melhorar o mundo… Por isso, pay it forward ;)

